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segunda-feira, 6 de abril de 2009


O começo de tudo
A febre dos comunicadores virtuais não é recente. Outras ferramentas, como o canal de bate-papo IRC (do inglês, Internet Relay Chat) e o ICQ (acrônimo na pronúncia em inglês I Seek You), já foram muito usadas no final da década de 90. Já o MSN e o Orkut tornaram-se sensação no início de 2004, quando ‘grupinhos’ da vida real passaram a também utilizar os dois serviços para se relacionar no mundo virtual.

As ferramentas são importantes como formas de aproximação e contato na opinião da psicóloga Elizabeth Haro. “O contato pessoal nem sempre permite se relacionar com tantas pessoas ao mesmo tempo como essas ferramentas”, afirma ela. Segundo a especialista, os canais virtuais proporcionam um impacto muito maior das mensagens, ideologias, modismos, pela velocidade e abrangência do meio.
E o vício, nestes casos, não está afastado. “O uso excessivo e exclusivo para o relacionamento dos jovens é prejudicial, porque eles se escondem atrás da máquina, chegando até a mudar a identidade e inventar personalidades”, observa a psicóloga. “Quando isso é uma brincadeira tudo bem, o problema é quando se perde o limite, e isso leva a compulsão”, completa.

Para esses jovens, a “prática de ordem” é a interação com os seus pares, por
intermédio das tecnologias contemporâneas, que, operando no sistema on-line,
permitem, rotineiramente, um novo estar e ser no mundo e, conseqüentemente, uma
outra relação social.
Meninos e meninas se comunicam, estudam, consomem e brincam em ambientes comunicacionais completamente interativos e nada solitários. Uma geração extremamente adiantada na adoção de vias digitais de comunicação, que enxerga as novas mídias como algo natural, inerentes ao mundo em que vive.
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